quarta-feira, 3 de março de 2010

ESPERANÇA











Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Autor: Mário Quintana

Dedico este poema "Esperança", a todos aqueles que estão a sofrer, vítimas das catástrofes que se estão a abater um pouco por todo o mundo. É uma tristeza muito grande ... A Natureza parece que está revoltada...
Deixo um voto de pesar por todos os que perderam a vida nestes tristes acontecimentos.
emma